Transfusão de sangue

26 Set, 2012

Transfusão de sangue é uma injeção de sangue de uma pessoa (dador) para o sistema circulatório de outra pessoa (recetor). Duas situações, sobretudo, justificam as transfusões de sangue: quando há necessidade de compensar uma diminuição do volume do sangue circulante ou quando é indispensável melhorar de alguma forma a composição do sangue. O volume do sangue circulante pode ser seriamente reduzido em consequência de hemorragias, queimaduras e choque. Em tais circunstâncias, uma pronta restituição do volume do sangue pode salvar uma vida. Nos casos em que o volume de sangue é normal, são administradas transfusões a fim de fornecer os elementos vitais de que o recetor necessite, como, por exemplo, eritrócitos (glóbulos vermelhos), anticorpos ou outros fatores. Por vezes, são administrados plasma sanguíneo ou soro com uma solução salina ou albumina, em vez do sangue total.

Normalmente, o líquido que se destina às transfusões é obtido antecipadamente a partir de vários dadores, e conservado num banco de sangue até à sua utilização. Numa transfusão direta, porém, o sangue é transferido do dador para o recetor. Algumas vezes, torna-se necessário proceder a uma exaguíneo-transfusão, em que a quantidade total do sangue é retirada e simultaneamente substituída por outro sangue administrado por transfusão. Recorre-se a este tipo de transfusões em determinados casos de eritroblastose fetal, em envenenamentos e em doenças do fígado.

Antes de proceder a uma transfusão, é essencial verificar se os tipos sanguíneos do dador e do recetor são compatíveis, pois, em caso de incompatibilidade, os glóbulos sanguíneos seriam dastruídos após a transfusão. É também indispensável que o dador ou dadores se encontrem em perfeitas condições de saude, visto que determinadas doenças, como a maléria, a hepatite, sífilis e a sida VIH, podem ser transmitidas por uma transfusão .