Tensão nervosa

9 Mar, 2013

Tensão nervosaTermo volgarmente utilizado para designar os estados emocionais resultantes das pequenas contrariedades da vida quotidiana. A tensão nervosa pode exprimir-se de diversas formas. Por vezes, traduz-se por repetidos acesso de ira ou por uma irritabilidade constante, Noutros casos, ela manifesta-se pela repressão dos sentimentos e pela pemanente preocupação com os problemas. Em algumas pessoas, as tensões reprimidas podem mesmo produzir efeitos físicos, tais como dores nas costas, cólicas, diarreia, dores de cabeça, úlceras pépticas e outras perturbações.

Porque se vive em tensão? É quase impossível viver sem experimentar repetidas frustações e tensões. Na infância, as necessidades e os desejos da criança, quando não são prontamente satisfeitos pelos pais, provocam nela as primeiras tensões.

Na idade adulta, as pressões tornam-se mais graves. A pessoa tem de lutar pela amizade, pelo amor, pela sua profissão e pela sua posição social. Frequentemente, o seu trabalho tem de ser realizado em ambientes pouco propícios à concentração.

Inevitavelmente, todas as pessoas estão sujeitas a tensão, de uma forma ou de outra. Algumas aprenderam na infância a dominar eficazmente os estados de tensão. No entanto, existem meios eficientes para ajudar a aliviar as tensões da dia a dia.

Quando se vive sob tensão: A prática de atividades físicas fornece uma excelente válvula de escape para as tensões. Assim, são aconselháveis a natação, o ciclismo ou outros desportos enérgicos. A marcha constitui também um dos melhores exercícios para ajudar a aliviar as tensões.

Quando a vida profissional constitui motivo de frustação, as pessoas devem desenvolver um tipo diferente de atividade nos tempos livres; podem, por exemplo, dedicar-se a diversos passatempos, como a fotografia ou a aprendizagem de um instrumento musical. Será supérfluo insistir na importância dos fins de semana na evasão da rotina quotidiana.

As pessoas que se isolam e preocupam demasiado com os seus problemas devem procurar alguém com que possam discuti-los abertamente. O marido ou a mulher é normalmente o conselheiro ideal. Em certos casos, potém, um amigo ou um guia espiritual pode também dar conselhos úteis.

Se os problemas forem demasiado graves para serem tratados por essa forma, é de considerar a possibilidade de recorrer a um psiquiatra ou a um psicólogo. Nesse caso, deve-se começar por discutir o assunto com o médico assistente.

No entanto, existe um princípio geral que, aplicado corretamente, poderá levar ao desaparcimento de certas formas graves de tensão, como angústia, por exemplo. Esse princípio, que é uma norma de comportamento, consiste no interesse pelos outros e pelos seus problemas. À medida que a pessoa se cesquece de si própria, as suas tensões íntimas vão-se abagando progressivamente. (Uma boa parte dos frequentadores dos psiquiatras é constituída por pessoas profundamente egoístas e por isso cheias de tensões)