Tabaco

1 Nov, 2012

Nos últimos anos , um número crescente de investigações científicas tem provado que as pessoas que fumam cigarros possuem um estado de saúde mais precário que as pessoas que não fumam e morrem mais cedo que as que não fumam. Por exemplo, uma pessoa que fume dois ou mais massos de cigarros por dia tem uma probabilidade vinte vezes maior de contrair um tumor maligno do pulmão que a pessoa que não fuma. Há, pois, uma relação direta entre o número de cigarros fumados e o risco de contrair esta forma de neoplasia. O enfisema, a broquite, as doenças cardíacas, a arteriosclerose e um grande número de outras doenças ocorrem com mais frequência entre os fumadores de cigarros.

O tabaco tem efeitos especialmente nocivos durante a gravidez, pelo que é recomendável, durante este estado, o abandono drástico do cigarro. Mesmo que não fume, a mulher grávida deve evitar os ambientes onde se fume, pois o tabaco pode atrasar o crescimento do feto, limitar o seu peso ao nascer ou originar um parto prematuro.

Um dos problemas atualmente debatidos nos meios sanitários diz respeito às intoxicações dos que não fumam, que são obrigados a inalar os fumos explidos pelos que fumam. Um elementar respeito pelo próximo deveria levar quem fuma a evitar impor os seus vícios aos outros.

O cachimbo e os charutos são menos prejudiciais que os cigarros, embora não sejam completamente inofensivos. Mesmo que o fumo não seja inalado (ficando assim reduzido o perigo de tumor maligno do pulmão), quem fuma tem maiores probabilidades de contrair essa doença na boca, nos lábios e na língua. Os filtros dos cigarros retêm apenas uma pequena quantidade das substâncias nocivas existentes no fumo. O fumo do tabaco contém uma enorme variedade de elementos cancerígenos e perniciosos, entre os quais estão incluídos a nicotina, o monóxido de carbono, a amónia e diversas substâncias nocivas, chamadas «alcatrões». Muitas destas substâncias estão também presentes no tabaco de mascar e no rapé.

DEIXAR DE FUMAR: Muitas pessoas têm conseguido perder o hábito de fumar tarefa dificil, mas não de todo impossível. Quem pretende deixar de fumar deverá, como primeira medida, decidir se realmente deseja pôr de parte o tabaco. Depois, é aconselhável evitar durante um certo tempo os hábitos ou atividades normalmente associados com o fumo e abandonar o tabaco, súbita ou gradualmente.

Os primeiros dias são os mais difíceis. Poderá haver, ao princípio, uma tendência para comer demasiado; contudo, o excesso de peso é menos prejudicial que o hábito de fumar e pode ser corrigido por meio de uma dieta.