Saliva

19 Dez, 2012

A saliva é uma mistura de muco e de outros fluidos segregada pelas glândulas salivares. Estas glândulas situam-se na face (parótidas), de baixo da língua (sublinguais) e na região submaxilar (submaxilares). A saliva conserva a boca humedecida, amacia e lubrifica os alimentos, facilitando assim a sua deglutição. Normalmente, uma pessoa segrega cerca de um litro e meio de saliva por dia. A produção de saliva é controlada pelo sistema nervoso autónomo. A presença dos alimentos, o seu cheiro ou, por vezes, o simples facto de pensar neles, origina um ato (reflexo) que peovoca a salivação.

Mesmo sem o estímulo dos alimentos, as glândulas salivares produzem saliva continuamente, embora em menor quantidade. A sede ou a desidratação pode dar origem a salivação insuficiente para manter a boca convenientemente humedecida. Outros fatores ainda, como a ansiedade, certos medicamentos e a carência do complexo vitamínico B, podem provocar uma salivação insuficiente. Por outro lado, a excessiva secreção de saliva pode derivar de uma grande variedade de situação, como a tensão nervosa, a irritação causada por próteses dentárias, perturbações digestivas e certas substâncias tóxicas. A salivação excessiva constitui também um sintoma de certas doenças infeciosas, como a raiva e a varíola.

A saliva contém uma enzima digestiva, denominada «ptialina», que atua sobre os amidos. Também contém leucósitos (glóbulos brancos) e outros elementos que ajudam a evitar as infeções. A presença de uma infeção localizada em qualquer ponto da parte superior do aparelho respiratório provoca a contaminação da saliva. As minúsculas partículas de saliva e de muco explidas para o ar, através da tosse, constituem um veículo de propagação da infeção.