Queimadura

30 Mar, 2013

queimadurasQueimadura, lesão da pele provocada por calor, frio, substâncias químicas, eletricidade ou radiações. Há três graus de queimaduras. Na queimadura do primeiro grau, a pele fica avermelhada, mas não há formação de bolhas: apenas a epiderme, a camada mais superficial da pele, é atingida. A queimadura do segundo grau afeta camadas mais profundas da pele: aparecem bolhas e a pele fica muito vermelha. A queimadura do terceiro grau é a que atinge mais profundamente a pele, destruindo a epiderme e a derme. As queimaduras do terceiro grau podem ser menos dolorosas que as outras queimaduras, pelo facto de acarretarem a destruição das terminações nervosas da pele, o que impede a transmissão ao cérebro das sensações de dor.

Na prática, não é possível determinar imediatamente a profundidade da lesão dos tecidos causada pela queimadura. Qualquer queimadura que atinja um décimo ou mais da superfície do corpo deve ser considerada potencialmente grave, requerendo, por consequência, cuidados urgentes. O estado de CHOQUE representa o principal perigo das queimaduras graves, especialmente se foi atingida uma área extensa da pele. Existe ainda o perigo de infeção, que o médico pode controlar por meio de cuidados especiais de assepsia e pela admnistração de medicamentos apropriados.

Na queimadura de primeiro grau, a regeneração é rápida e total; porém, se for mais profunda, a queimadura deixará cicatrizes. Assim, em caso de queimaduras do terceiro grau é muitas vezes necessário proceder a enxertos de pele.

Queimaduras ligeiras: Quase todas as pessoas já sofreram queimaduras deste tipo. Nestas circuntâncias, fazem instintivamente o que de facto está mais indicado: se queimam um dedo, por exemplo, levam-no imediatamente à boca. Assim, conservam a queimadura ao abrigo do ar, arrefecendo-a até atingir a temperatura do corpo. Os mesmos resultados podem ser obtidos imergendo a parte queimada em água morna limpa. (A água morna alivia mais a dor do que a água fria). Logo que a dor diminui, deve-se lavar a área queimada com água e sabão.

Se a zona atingida pela queimadura continuar dolorosa após ter sido retirada da água morna e lavada, aplica-se nessa área uma mistura de bicarbonato de sódio e água. Pode-se também utilizar um unguento apropriado, ou mesmo vaselina e cobrir com gase esterilizada. Este tratamento destina-se apenas às queimaduras ligeiras. Nunca é aconselhável, quando se trata de grandes queimaduras, tornar qualquer iniciativa sem indicação médica.

Queimaduras graves: A vítima deve ser envolvida em lençóis limpos, tapada com um cobertor e transportada de urgência para onde possa ser assistida. Se não for possível a sua remoção imediata para um hospital, deve-se colocá-la num banho de imersão com a água à temperatura ambiente, até à chegada de socorros. Esta medida faz diminuir a dor e retarda o choque que resulta perda de fluidos. Em caso algum está indicado retirar-lhe as roupas, lavar-lhe as queimaduras ou aplicar-lhe qualquer medicamento, gordura ou pó. Se a vítima estiver consciente, deve-se dar-lhe a beber líquidos com abundância.

Queimaduras por produtos químicos: São produzidas por substâncias químicas, como ácidos ou álcalis. Neste caso, sim, é de remover imediatamente toda a roupa que esteve em contacto com essas substâncias e colocar a área queimada sob água corrente. Se esta área for muiti extensa, é preferível colocar a vítima debaixo de um chuveiro, ajudando-a então a retirar as roupas.

Queimaduras provocadas pela eletricidade: Estão incluídas neste grupo as queimaduras causadas por faíscas. Os primeiros cuidados devem incidir sobre os efeitos do choque elétrico e depois, sobre o tipo e extensão da queimadura. Se houver paragem da respiração, torna-se necessário proceder à respiração artificial.

Entretanto, deve-se urgentemente providenciar a vinda de uma ambulância.

Queimaduras provocadas pela pólvora: Este tipo de queimaduras é normalmente causado por negligência, ao manipular abjetos que contenham pólvora. A pele, além de sofrer a queimadura, fica geralmente lacerada e por consequência, sujeita a infeções. Deve-se retirar todo o vestuário que possa ser removido com facilidade e lavar a área atingida com água e sabão, sem esfregar. Aplica-se em seguida uma compressa de gaze esterilizada. Se a vítima não tiver sido vacinada recentemente contra o tétano, a primeira medida é aplicar-lhe, sem demora, uma injeção antitetânica.