Quais os principais traumatismos do parto?

12 Jul, 2012

Qualquer traumatismo sofrido pela criança durante o parto. Graças à prática cada vez mais generalizada de procurar assistência médica durante a gravidez, é possivel prever e evitar as dificuldades que possam surgir no momento do parto. A melhoria das técnicas utilizadas nos partos anormais tem ajudado a minimizar esses traumatismos.

A cesariana é uma das técnicas a que se recorre frequentemente quando é necessário antecipar um parto que se prevê difícil. Se a pelve da mãe for muito estreita, a criança pode ser retirada através do abdómen. O mesmo processo deve ser adotado para o nascimento de outros filhos que a mesma mãe possa vir a ter.

Podem surgir traumatismos na cabeça de um recém-nascido em consequência de um parto prolongado ou difícil. As lesões dos nervos periféricos, isto é, dos nervos que saem da medula espinal, podem provocar paralisia dos braços e das mãos. Por vezes, o cérebro sofre leões durante o parto, do que resulta um maior ou menor grau de atraso mental. Outra consequência possível é a paralisia cerebral, situação em que se verifica uma paralisia parcial mais ou menos extensa, além de uma coordenação muscular defeituosa. No entanto, nem todos os casos de paralesia cerebral têm origem nos traumatismos de parto.

Algumas lesões cerebrais são devidas à falta de oxigénio (anoxia cerebral) durante o parto. O feto recebe oxigénio da mãe, através da placenta e do cordão umbilical, até que os seus próprios pulmões comecem a funcionar, após o nascimento. Em certos casos, o cordão pode ser comprimido durante a progressão do feto, pelo que o oxigénio ficará impedido de passar, provocando danos irreversiveis em algumas áreas do cérebro.

Alguns hospitais especializados possuem equipamento eletrónico que permite, num parto difícil ou prematuro, obter continuadamente dados sobre o estado da criança, incluindo a concentração de oxigénio no seu sangue. Se esse equipamento assinalar qualquer situação perigosa não detetada pela observação, são imediatamente tomadas medidas de emergência. Há ainda o perigo de lesões irreversíveis, se as parteiras atrasarem o parto artificialmente para que o médico chegue a tempo de intervir. Foi demonstrado que este processo é extremamente perigoso para o futuro do desenvolvimento da criança.

Os prematuros são especialmente susceptivéis a lesões deste tipo, devido à sua condição débil. Assim, a futura mãe deve abster-se de qualquer experiência que possa abreviar o período da gravidez. A mulher grávida continuará a realizar as suas atividades normais, mas usando a prudência; se algo de anormal acontecer, torna-se necessário avisar o médico imediatamente.