Olho humano

10 Jan, 2013

Olho humanoO olho humano é um dos dispositivos mais engenhosos da natureza. As câmaras eletrónicas de TV a cores, apesar da sua complicada construção, são apenas uma grosseira imitação do olho.

Em princípio, poderiamos comparar o olho a uma câmara fotográfica. A objetiva da câmara equivale á cornea; as palpebras encarregam-se de mantê-la limpa, clara e livre de tudo que possa turvá-la. Ambos os olhos se movimentam coordenadamente para que o olhar possa seguir o objeto observado. Percorrem, por ex., o texto que lemos, no ritmo que desejamos. A musculatura da íris fecha ou abre a pupila, regulando, para cada objeto, a quantidade de luz que deve chegar à retina. A focagem também é regulada de modo reflexo, através da musculatura de suspensão do cristalino. O detalhe que queremos observar com nitidez, na visão normal, reflete-se sempre claramente na retina, se o objeto em questão não se encontra demasiado perto do olho.

A retina poderia ser comparada a um tubo de TV a preto e branco, constituido pelos bastonetes e um tubo de TV a cores, constituido pelos cones. Os bastonetes e os cones são as células da retina sensíveis à luz. Os cones propocionam a visão cromática, mas não são tão sensíveis à luz como os bastonetes através dos quais se obtém a visão em branco e preto. Os cones, tal como acontece com os pontos do ecrã da TV a cores, são de três tipos. Cada tipo de cone capta um setor da escala cromática e depois as vias sensitivas do cérebro reúnem as diferentes imagens parciais, para formar uma imagem cromática única. A mancha amarela ou mácula é um ponto no fundo do olho, no qual a visão cromática e de detalhe são mais perfeitas; contém numerosos cones e escassos bastonetes, motivo pelo qual não se vê com nitidez na escuridão.

Cada cone e cada bastonete não atua de forma independente em relação aos cones e bastonetes adjacentes. Entre eles há um sistema de comunicação que, segundo parece, ajuda a acentuar o contraste entre as diferentes partes da imagem. Ao contrário do filme, que só tem uma determinada sensibilidade luminosa, a retina pode adaptar-se a diferentes condições de luz. Esse fenómeno chama-se adaptação e significa que a retina colocada em novas condições de iluminação, pode adquirir rapidamente uma sensibilidade máxima. Assim, todo o ser humano já observou que, passado um certo tempo depois de entrar num quarto escuro, vemos cada vez melhor os objetos.