O sangue

12 Fev, 2013

O sangueO sangue é o elixir da vida. Por meio dos seus glóbulos vermelhos, os nutrientes e o oxigénio são transportados para os diversos ógãos e tecidos; nele são lançados os produtos de eliminação; através dele, alguns produtos essenciais, elaborados por vários órgãos (por exemplo, pelo fígado), são encaminhados para outros órgãos e tecidos que desses produtos necessitam; com a sua ajuda, o corpo consegue manter uma temperatura uniforme; por via dos seus glóbulos brancos, o organismo defende-se contra os germes; outros seus componentes, incluindo a sua parte líquida (o plasma), contêm mais substâncias que atacam os germes; as proteínas do plasma desempenham importante papel na capacidade de reação do organismo; por último, algumas das suas células, como as plaquetas, contribuem para a coagulação, isto é, a sua transformação de líquido viscoso em coágulo, impedindo que um golpe ou uma ferida possa provocar uma hemorragia grave.

O sangue não tem qualquer relação com as chamadas «caraterísticas raciais»; como se sabe, a pele não é branca, negra ou amarela por motivo de algum fator sanguíneo. Os grupos sanguíneos, cuja determinação se reveste da maior importância em casos de transfusões de sangue (mas não de plasma), apenas se relacionam com a perigosa tendência dos glóbulos vermelhos para, em determinadas curcunstâncias, se aglutinarem. Mas os grupos sanguíneos não são classificados em função da raça. Por exemplo, o sangue de um negro ou de um chinês pode combinar-se perfeitamente com o de um escandinavo, equanto o sangue deste último pode ser incompatível com o do seu próprio irmão, ao ponto de surgirem graves complicações no caso de se fazer uma transfusão.

Além dos quatro grupos sanguíneos existe um outro fator, o fator Rh (ou Rhesus), que pode causar incompatibilidade em caso de transfução. Apenas cerca de 15 por cento das pessoas não possuem este fator no sangue; são chamadas Rh negativo e só podem receber transfusões de sangue total das pessoas que sejam também Rh negativo. Num casal em que o pai seja Rh positivo e a mãe Rh negativo, pode acontecer (em cerca de 4 por cento dos casos) que o filho sofra de uma doença que, em tempos, foi considerada fatal, mas que, atualmente, pode ser combatida por meio de transfusões de sangue Rh negativo.

O sangue não precisa de ser «purificado», pelo que é inútil o recurso a quaisquer medicamentos para esse efeito. Basta uma gota de sangue para o médico determinar se o número de glóbulos vermelhos é ou não suficiente. Em resumo, uma pessoa saudável não precisa de preocupar-se com o seu sangue, desde que siga um regime alimentar equilibrado e evite as substâncias tóxicas e as infeções.