Medos e fobias na infância

20 Ago, 2011

Todas as crianças em determinada fase das suas vidas vão certamente sentir medo ou angústia. Faz parte do seu crescimento enquanto elemento duma sociedade por vezes cheia de mitos e incertezas.

Os pais não devem de forma alguma desvalorizar estes sentimentos ou utilizar frases repreensivas quando a criança é assolada por tais sentimentos. Também nunca devem incutir mais medos, dizendo que vem a bruxa má ou o papão de forma a que comam, durmam ou façam aquilo que os pais pretendem em certas ocasiões. Devem, isso sim, criar laços de autoconfiança, conversando e pedindo explicações sobre os seus medos infundados, transmitindo-lhes segurança para que possam lentamente deixar de lado todas as incertezas e confusões. Existe uma diferença entre medos e fobia, porque o medo logo que não seja excessivo, no fundo é sinal quea criança está atenta a factores existentes no quotidiano, tipo sinalização, isto porque se não houvesse medo iria para a estrada e não olhava para ver  se vinha um carro ou caminhava pelo mar dentro sem medo da água, enfim os medos logo que não sejam infundados funcionam como um alerta aos perigos. Já na fobia é diferente e normalmente o problema é de origem patológica. Existem fobias onde as pessoas têm medo de um animal ou coisa que nunca conheceram pessoalmente. Ou porque ouviram falar insistentetemente ou viram na televisão, em filmes, etc. Nestes casos é por vezes necessário acompanhamento urgente da especialidade.