Interesse das crianças pelo sexo

Interesse das crianças pelo sexoAs crianças pequenas brincam com os órgãos genitais do mesmo modo que se entretêm, por exemplo, com os dedos dos pés. A menos que a sua atenção se concentre naquela area, por causa de uma inflamação ou em consequência de uma atitude errada dos pais, não é provável que tal prática se transforme num mau habito.

Porém, em cada altura do seu desenvolvimento, a criança começa a sentir um especial interesse pelos órgãos sexuais e por diversos temas como a proveniência dos bebés, a gravidez, e mesmo as relações sexuais. Se existir um bom clima de entendimento familiar, ela interrogará os pais sobre todos os assuntos com mais perfeita naturalidade.

Neste caso, a atitude mais aconselhável talvez possa ser resumida da seguinte forma: os pais devem dizer sempre a verdade, embora sem fornecer pormenores que a criança não possa ainda compreender. Assim, deverão limitar-se a dar explicações bastante simples, sem recorrer a fastidiosas divagações ou complicadas analogias.

Aliás, em alguns casos, os pais não devem hesitar em antecipar-se, fornecendo aos filhos, proventura tímidos ou receosos, os esclarecimentos que considerem necessários para tranquilizar as suas dúvidas ou preocupações.

Por exemplo, quando uma criança pergunta qual a proveniência dos bebés, pode-se responder-lhe que estes crescem dentro das mães. É claro que a criança desejará saber imediatamente, ou pouco tempo depois, «como apareceu o bebé dentro da mãe». Então, poder-se-á exp+licar-lhe que o bebé se desenvolveu a partir de uma pequena semente que ali se encontrava. À pergunta seguinte: «Como saiu o bebé», responder-se-á ainda: «Por uma abertura especial que as mães têm para deixar sair os bebés.» Se a criança quizer saber se o pai também interferiu no aparecimento do bebé (mesmo que não o pergunte, é aconselhável tomar a iniciativa de a informar por volta dos três ou quatro anos), poder-se-á dizer-lhe que a semente do pai é igualmente necessária.

Em resumo, os pais não devem assumir uma atitude de pudor exagerado em relação às perguntas das crianças, por mais melindrosas que elas sejam. No entanto, são perfeitamente justificáveis algumas reservas no que respeita a certos aspetos relacionados com o sexo. Assim, por exemplo, a maior parte dos especialistas em psicologia infantil considera que os pais não devem expor a sua nudez perante os filhos, mesmo que estes sejam muito pequenos. Nesta ordem de ideias, os pais não devem tomar banho juntamente com os filhos, a fim de que estes não fique chocados perante as respetivas diferença físicas.

Por outro lado, os mesmos especialistas recomendam que os pais devem tomar todas as preocupações no sentido de evitar que os filhos os possam supreender na prática do ato sexual. Na realidade, as crianças podem confundir as manifestações de amor com expressões de violência e ficar assim consideravelmente amedrontadas.

Para terminar, convém não esquecer que o sexo abrange uma realidade muito maior que a simples reprodução. Não do que se pode dizer a uma criança sobre os «fatores da vida» é tão importante para ela como a possibilidade de observar e descobrir por si própria aquilo que uma boa união entre um homem e uma mulher significa em termos de respeito, colaboração, realidade e ternura.