Escolher o médico de família

11 Jan, 2013

Escolher o médico de familiaQuem não tem médico assistente, ou médico de família, deve escolhê-lo sem demora e não aguardar que uma doença grave, como uma pneumonia, ou uma situação de emergência, como uma apendicite aguda, o obriguem a recorrer inesperadamente a um médico sem sequer o conhecer. O médico está na base de qualquer esquema de proteção da saúde, pois só ele pode diagnosticar e tratar toda a série de doenças a que o organismo se encontra exposto, bem como intervir eficientemente em situações de emergência. No entanto, a assistência do médico poderá ser mais eficiente e portanto, mais vantajosa para o doente, se ele estiver familiarizado com este último e tiver conhecimento prévio da sua capacidade física e do seu poder de adaptção a um estado de doença. Além disso, um bom médico de família pode ser também um excelente conselheiro em relação a muitos problemas emocionais, algumas vezes evitando que estes dêem origem a graves perturbações psíquicas.

Ao escolher-se um médico assistente, deve-se optar por um bom médico de clínica geral, de quem se possa receber a indicação de algum bom especialista em caso de doença que ele próprio não considere particularmente apto a tratar. Assim, talvez não seja aconselhável a escolha de um especialista, pois este pode ter tendência para se preocupar apenas com o setor da sua especialidade.

Escolhido o médico de família, por recomendação de algum parente ou amigo especialmente qualificado para o efeito ou, alguns casos, entre os médicos do próprio círculo de relações, é aconselhável manter com ele estreito ou, pelo menos, regulares contactos, proporcionando-lhe um amplo conhecimento de todos os membros da família, incluindo o estado geral e a história clínica de cada um deles.

Na realidade, não basta escolher um médico de confiança: é indispensável colaborar com ele, nada lhe ocultando e explicando-lhe permenorizadamente todos os factos suscetíveis de lhe facilitar a missão. É também conveniente fornecer-lhe todos os relatórios dos médicos escolares e professores sobre a saúde e o comportamento das crianças.