Efeitos do álcool sobre o organismo

26 Ago, 2012

O álcool é um alimento fraco, embora forneça energia (calorias), não propociona quaisquer outras substâncias nutritivas necessárias ao organismo. Os seus efeitos nocivos, porém, são muito superiores à energia fornecida. O álcool começa a ser absorvido pela corrente sanguínea assim que entra no estômago. O sangue transporta-o para o fígado, depois para o coração, os pulmões e o cérebro, onde o álcool, normalmente, produz os seus efeitos mais evidentes. O álcool atua como depressor, isto é, diminui a atividade e reduz a eficiência do sistema nervoso central. As ansiedades e as inibições reguladas pelos centros cerebrais elevados são banidas, pelo que o indivíduo sob o efeito do álcool se sente feliz e livre de preocupações. A intoxicação pelo álcool ocorre quando o teor alcoólico do sangue é de 0.1 por cento. Ao atingir esta concentração, o álcool atua sobre o cérebro e sobre o sistema nervoso como um anestésico. A perceção e o raciocínio ficam diminuídos; a coordenação dos movimentos torna-se difícil. Desaparece a capacidade de reagir prontamente. Um indivíduo nestas condições não deve, canduzir um automóvel. Porem, mesmo não atingido esse estado, pode apresentar os reflexos mais lentos em consequência de ingestão de pequenas quantidades de álcool. Assim está provado que um simples copo de vinho às refeições diminui a rapidez dos reflexos em cerca de 10 por cento. É essa a razão pela qual os pilotos deixam de ingerir bebidas alcoólicas deze horas antes de um voo.

Não há prejuízo para a saúde quando se bebe, por dia, um ou dois copos de uma bebida alcoólica corrente(vinhos de consumo). Ingerido nesta quantidade, o álcool pode servir como estimulante do apetite. Contudo, o abuso do álcool pode levar ao alcoolismo. O uso, hoje tão frequente, das bebidas brancas (whisky, rum, conhaque, licores, ect.) é francamente nocivo à saúde, sendo responsável por muitos formas de intoxicação alcoólica crónica. Várias afeções, entre as quais a epilepsia, as doenças do fígado, como a hepatite, e as úlceras do duodeno e do estômago, obrigam a pôr de parte o álcool.

O alcool deve ser igualmente evitado pelos indivíduos com excesso de peso. Tambem as pessoas que tomem sedativos devem abster-se de bebidas alcoólicas, pois os tranquilizantes e o álcool formam uma combinação perigosa. Não se deve dar álcool como estimulante ao prestar os primeiros socorros a uma vitima de um golpe de calor ou alguém que tenha sido mordido por uma cobra ou esteja enregelado.