Defeitos da visão

9 Set, 2012

O  motivo mais frequente de uma visão insuficiente é que o sistema de lentes do olho não é capaz de produzir com igual nitidez os objetos situados a diferentes distâncias. É necessário então , recorrer a lentes auxiliares das mais diversas, normalmente de cristal. Os óculos aparecem já no séc. XIII, mas não se conseguiram cristais realmente adequados nem se soube lapidar as lentes com exatidão até ao séc. XVIII. Essencialmente, os tipos de óculos não variaram com o tempo. As lunetas e os óculos de armação moderna baseiam-se na mesma ideia. As lentes de contacto, pelo facto de serem pequenas e de flutuar no líquido lacrimal existente sobre a córnea, podem ser usadas sem que os outros as vejam, representando uma certa inovação. Entretanto, podem irritar o olho.

Um defeito que acaba afetando quase todo o mundo é a presbiopia, em que o cristalino ao envelhecer torna-se menos elástico. O sintoma clássico é que, para ler o jornal, é necessário manter os braços estendidos para a frente porque o cristalino não se pode curvar o suficiente para permitir a visão ao perto.

A miopia é um defeito frequente nos jovens. Basta uma pequena miopia para diminuir consideravelmente a nitidez da visão.

O hipermetrope (hipermetropia) não descobre o seu defeito tão facilmente como o míope, já que vê bem a longa distância. Na hipermetropia grave há a mesma dificuldade que na presbiopia, quando se trata de ler livros a uma distância normal. A miopia e a hipermetropia são devidas à falta de acomodação do olho às distâncias; não obstante, ambas podem ser reguladas com a ajuda de procedimentos artificiais.

Para o astigmático o problema é mais complicado, pois o seu cristalino refrata bem algumas linhas dos objetos e mal, outras. Pode ver, p. ex., que num relógio são três horas menos um quarto (ponteiros horizontais), mas quando são seis horas (agulhas verticais), talvez nem sequer veja as agulhas. Os defeitos da visão são facilmente comparáveis numa óptica, mas nem todo mundo sabe que os tem. Tanto um míope como um hipermetrope podem crer que ninguém vê melhor que eles e ficarem surpeendidos perante a nitidez das imagens, quando o seu defeito é corrigido.