Coração – doenças congénitas

2 Out, 2012

Doenças congénitas do coração são defeitos de nascença, que produzem alteração da circulação e perturbação cardíaca. Um destes defeitos é o estabelecimento de uma ligação direta entre a artéria pulmonar (a artéria que se dirige para os pulmões) e a aorta (artéria que conduz o sangue para o resto do corpo). Esta ligação existe sempre no recém-nascido, mas normalmente interrompe-se logo após o nascimento. Quando não se interrompe, uma parte do sangue que devia dirigir-se para o organismo é enviada novamente para os pulmões. Como resultado, o coração tem de trabalhar mais arduamente para superir o oxigénio de que o organismo necessita, razão pela qual se vai tornando gradualmente lesado ou hipertrofiado por essa sobrecarga de trabalho. Entre outros defeitos possíveis avultam a formação de aberturas nas paredes das quatro cavidades do coração, o estreitamento da aorta ou da artéria pulmonar e toda uma variedade de ligações anormais, entre o coração e os grandes vasos sanguíneos.

A rubéola, quando contraída pela mãe durante os primeiros meses da gravidez, pode causar uma doença congénita no coração do feto. Se a deficiência não for grave, é possível que a criança não revele alterações cardíacas, que podem aparecer apenas numa fase posterior da sua vida, em resultado de qualquer esforço prolongado do coração. Em alguns casos, outros defeitos mais evidentes podem manifestar-se à nascença, chamando a atenção do médico para os sintomas de uma doença cardíaca. Nos casos graves, pode manifestar-se a doença azul, logo à nascença, ou imediatamente a seguir. Um cirurgião especializado, utilizando as modernas técnicas cirúrgicas, pode corrigir a maioria dos defeitos cardíacos congénitos.