Audição

29 Out, 2012

Vivemos num oceano de ondas sonoras, muitas das quais não ouvimos ou não podemos ouvir. Alguns sons são demasiado agudos, ultrapassando o limite audível pelo ser humano, embora possam ser ouvidos por cães, morcegos e outros mamiferos. Por outro lado, existem sons de tal modo graves que não são percetíveis pelo ouvido humano, se bem que possam provocar, como reação, uma sensação de ansiedade, ou mesmo de medo. As crianças podem ouvir sons agudos que ultrapassam o limite percetível pelos adultos. Essa forma de acuidade auditiva está relacionada com o funcionamento do ouvido e dos tecidos nervosos, que tendem a deteriorar-se com a idade.

A audição, ou perceção dos sons por meio do ouvido, e, em parte, um processo mental grandemente auxiliado pelo sentido da visão. Quem ouve uma pessoa falar na sua presença não apenas escuta os sons que esta profere, mas também lê nos movimentos dos seus lábios as palavras pronunciadas. Por este motivo, quando num filme não existe uma perfeita sincronização entre o som e os movimentos dos lábios dos atores, o espetador apercebe-se facilmente desta deficiência técnica.

A presença de um ruído de fundo que não é conscientemente percetível pelo ouvido humano parece ser necessário para a saúde emocional e física do homem. Em contrapartida, o barulho em demasia pode ser uma fonte de tensão nervosa e causar perturbações auditivas. A «poluição sonora», ou seja, o excesso de ruídos que acompanha a civilização moderna, constitui um problema muito grave.